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Moonwalkers (2015)

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De vez em quando aparecem filmes que você tem que assistir. Moonwalkers tem Ron Perlman (Hellboy) e Rupert Grint (o Rony de Harry Potter) correndo contra o tempo para forjar o pouso da Apollo 11, e caramba, eu tinha que ver isso.

Kidman (Ron Perlman) é um agente da CIA que é trazido de volta do Vietnam com a esperança de finalmente se aposentar. Infelizmente para o grandalhão, seus superiores precisam dele para outra coisa: ganhar a corrida espacial. Bem, quase isso. A Apollo 11 está a uma semana de ser lançada com apenas 30% de chance de sucesso,  e um fracasso americano nessa hora significaria a vitória dos soviéticos, e a CIA não pode permitir isso. A missão de Kidman é ir até a Inglaterra para convencer um certo Stanley Kubrick, o geek que dirigiu 2001, a forjar o pouso lunar, só para o caso de as coisas não darem certo com o verdadeiro. Ah, e matar todo mundo depois que o caso estivesse resolvido.

Enquanto isso, na terra da Rainha, Jonny Thorpe (Rupert Grint) está em apuros. O empresário da banda Yellow Blackguards está endividado com um agiota que ameaça cortar suas mãos e testículos com ferramentas enferrujadas caso não receba seu dinheiro. Jonny resolve pagar sua dívida com dinheiro emprestado de seu primo Derek Kaye, um empresário bem sucedido com Kubrick na sua lista de clientes.

Um mal entendido faz com que Kidman confunda Jonny com Derek, que passa a perna no agente da CIA e promete que o colocará em contato com Kubrick. Para enganar o personagem de Perlman, Jonny corta o cabelo de Leo, seu namorado ator e junkie, e o leva para encontrar o agente sob o disfarce de Stanley Kubrick.

Depois de aceitar o contrato, Jonny e Leo se vêem em apuros quando o agiota manda seus homens para roubar o dinheiro da produção e têm de lidar com o irado agente da CIA.

A produção acaba sendo feita com o emprego de um pretensioso diretor (Tom Audenart) que vive num eterno estado de embriagues numa mansão forrada de hippies.

Veredicto: Moonwalkers é um ótimo filme, mas deixa uma sensação de que algo está faltando. Seja como for, são 90 minutos bem gastos numa comédia bem feita e regada por momentos lisérgicos.

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Labirinto – A Magia do Bowie

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Se você lê muito, é quase certeza que tem um livro na prateleira que comprou em algum momento de impulso e deixou empoeirando enquanto ia lendo outras coisas. A opção de criar uma lista de filmes no Netflix trouxe esse efeito para os filmes. E na minha lista, desde sempre, estava Labirinto – A Magia do Tempo. Com a morte do David Bowie, eu resolvi que era hora de assistir. Tá, não “resolvi”. Me senti culpado e fui assistir.

Labirinto…é um conto de fadas glam. No filme, Sarah (Jennifer Connelly)é uma adolescente sonhadora que está cansada de ser a babá de seu meio-irmão, o bebê Toby. Sem saber que está num conto de fadas, a jovem deseja em voz alta que os duendes levem seu irmão para longe, no que é imediatamente atendida por Jareth (Bowie), o Rei dos Duendes. Imediatamente arrependida, a menina se vê obrigada a atravessar um labirinto repleto de criaturas mágicas e passagens secretas para poder reaver seu irmãozinho das mãos do monarca dos duendes.

Conforme avança pelo labirinto, a Sarah coleciona novos amigos que a ajudam na travessia e na batalha contra o exército de Jareth.

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Imagine O Mágico de Oz com David Bowie no lugar da bruxa Malvada do Oeste. Acrescente muitos fantoches e bonecos animatrônicos e o melhor do CGI dos anos 70. E claro, dois momentos musicais obrigatórios, um muito bom com o David Bowie e os duendes, outro extremamente irritante com a menina e umas criaturas da floresta.

 

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Ter o M.C. Escher como arquiteto é um dos pontos positivos do filme

Seja como for, para sua época, Labirinto foi um ótimo filme infantil, com a virilha do Bowie para distrair as mamães de todos aqueles fantoches.

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The Ridiculous 6 (2015): Até tu, Netflix?

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Eu já gostei de filmes do Adam Sandler. Muito tempo atrás, muito tempo atrás, mais ou menos até Little Nick. Não sei dizer quando deixei de gostar, mas deve ter sido por volta dos 12 anos. Resolvi dar o benefício da dúvida para The Ridiculous 6 por dois motivos:

  1. É um original Netflix, e eles normalmente não decepcionam na qualidade. Talvez a liberdade de não estar ligado ao cinema tradicional trouxesse alguma faísca de talento de volta ao Sandler.
  2. Terry Crews. O Pai do Chris é um dos meus atores favoritos desde Todo Mundo Odeia o Chris, e tem feito um trabalho hilário como o Sargento Terry na série Brooklyn 99.

Vamos à sinopse:

Adam Sandler vive Tommy White Knife, um órfão que é adotado pelos apaches depois que seu pai o abandona e sua mãe é morta por um pistoleiro. Um dia, seu pai biológico, o ladrão Frank Stockburn (Nick Nolte) aparece na aldeia dos índios querendo ter uma conversa com Tommy, que não quer nada com o velho até ser convencido por seu pai adotivo, Raging Bear (Kenneth Ruthard). Stockburn e Tommy passam a noite conversando, e o personagem de Sandler decide que gosta de seu pai branco.

Imediatamente, Stockburn é raptado por uma gangue de bandidos chefiada por Cicero (Danny Trejo), que quer os $50 mil que o velho ladrão os deve. Decidido a salvar o pai, Tommy White Knife sai pelo Oeste para roubar dinheiro de outros bandidos para pagar o resgate do pai e chegar ao “Moinho de Vento Cantante” antes que os captores matem seu pai.

Na viagem, Tommy encontra 5 estranhos que coincidentemente são todos seus meio-irmãos: Rob Schneider, Jorge Garcia, Luke Wilson, Terry Crews e aquele garoto com cara de alpaca que fez um lobisomem nos filmes da Saga Crepúsculo. Os irmãos então se metem em uma série de trapalhadas a caminho do “Moinho de Vento Cantante”, que fica ao lado da “Pedra da Rola Doce”. Eu não estou inventando nada aqui.

Eu já tinha lido que o filme era carregado de estereótipos racistas por causa de atores que resolveram abandonar a produção por se sentirem ofendidos pela “obra” de Sandler. Tentei relevar. Tentei passar a mão na cabeça do Sandler e pensar que os Trapalhões teriam feito pior. Mas não dá. Os momentos são repletos de estereótipos e absolutamente sem graça, como se espera do Sandler.

Quanto aos meus dois motivos para encarar esse filme:

  1. O fato de ter o selo do Netflix não apaga o fato de que é um filme do Adam Sandler. É um dos filmes mais vistos no canal de streaming, por pior que seja.
  2. Terry Crews é engraçado, mas não vale as 2 horas de Adam Sandler em sua imitação preguiçosa de Clint Eastwood.

Ao invés de The Ridiculous 6, recomendo procurar por Banzé no Oeste, um classicão do Mel Brooks sobre um xerife negro interpretado por Richard Pryor numa cidade racista e seu companheiro bêbado, Gene Wilder no papel de Wacko Kid.

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Os Oito Tarantinos

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Originalmente, Os Oito Odiados seria sobre Kurt Russell e Samuel L. Jackson num concurso de bigodes.

Os Oito Odiados é o oitavo filme a compor o Universo Tarantino regular, o seleto desfile de psicoses, vinganças, cultura pop, diálogos afiados e monólogos verborrágicos que contam com a assinatura de Quentin Tarantino como escritor e diretor. Vamos então à sinopse:

John Ruth (Kurt Russell) é um caçador de recompensas conhecido como “o Carrasco” e está transportando Daisy Domergue (Jennifer Jason Leigh), uma assassina com uma recompensa de US$10.000,00 sobre sua cabeça, para a cidade de Red Rock, onde será enforcada. Uma súbita nevasca faz com que dê carona em sua diligência para outro caçador de recompensas, o ex major da cavalaria da União, Marquis Warren (Samuel L. Jackson), e, mais tarde, para o novo xerife de Red Rock, Chris Mannix (Walton Goggins). No caminho para Red Rock, os quatro e seu cocheiro se veem obrigados a parar numa cabana onde, com mais quatro estranhos, esperam o clima melhorar.

Bem simples, não? Seria, se não fosse um Tarantino.

A paranoia do Carrasco sobre cada um dos seus companheiros de diligência, e, mais tarde, seus companheiros de cabana, acaba se justificando quando começam os misteriosos assassinatos na estalagem.

Uma coisa sobre os Oito Odiados: você realmente vai odiar cada uma das oito pessoas na cabana. Com a exceção do cocheiro O.B., todas as pessoas presas no Armarinho da Minnie são culpadas de algo terrível, desde o tratamento violento que o Carrasco dispensa à sua prisioneira à forma como Marquis Warren descreve a tortura de um seu pretenso assassino. Não há heróis nesse faroeste, só há ódio.

E esse é o verdadeiro tema do filme: ódio. De negros contra brancos, de ianques contra confederados, de “homens da lei” e “bandidos”, de americanos contra ingleses e mexicanos. Todos os preconceitos dos Estados Unidos da época são reunidos na cabana de Minnie, o que fica extremamente óbvio quando decidem dividir o lugar entre “Norte” e “Sul” para evitar mais conflitos. Essa análise é muito melhor explicada no post de Tiago Rabello em que compara o último Tarantino a Rastros de Ódio.

Ligações com outros Tarantinos

Além das constantes menções ao tabaco Red Apples, a marca de cigarros criada para o universo Tarantino, existe uma ligação de sangue entre um personagem de Oito Odiados e um de Bastardos Inglórios. O criminoso Pete Hicox é o tetravô de Archie Hicox (Michael Fassbender), o crítico de cinema, tenente e espião inglês que apresenta os Bastardos a Bridget Von Hammersmark.

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Blanket shot!

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Tarantino Livre

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A última resenha antes de Os 8 Odiados é a de Django Livre, o faroeste black exploitation de Tarantino.

Django segue a história do escravo liberto Django Freeman (Jamie Foxx), que se alia ao ex-dentista e atual caçador de recompensas Dr. King Schultz (Christoph Waltz merecendo e ganhando outro Oscar) para encontrar sua esposa, Broomhilda Von Shaft (Kerry Washington), que foi vendida para a fazenda Candyland.

Candyland, lar de Calvin Candie (Leonardo DiCaprio) é a maior plantation do sul dos Estados Unidos. Lá impera tudo o que se espera do racismo da época, além da violência e crueldade típicos de um filme de Quentin Tarantino.

Candie é um homem vaidoso e que se orgulha da força de seus mandingos, os escravos de luta que tem em sua propriedade. O plano de Schultz e Django é fingir interesse na compra de um desses lutadores mas acabar fazendo outro trato para comprar a liberdade de Broomhilda, coisa que o escravo Stephen (Samuel L. Jackson) percebe na hora, e denuncia para o mestre da casa, o que culmina no inevitável confronto do filme.

Django é provavelmente o Tarantino com melhores performances até agora. Jamie Foxx já havia ganho seu Oscar por melhor ator antes, Christoph Waltz recebeu seu segundo com esse filme (o primeiro sendo em Bastardos Inglórios), mas é o sempre injustiçado Leonardo DiCaprio que literalmente deu seu sangue na tela.

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Todo esse sangue, mas nenhum Oscar

Em um dos monólogos típicos dos filmes de Tarantino, o ator fez um corte feio na mão com um copo quebrado, mas isso não parou DiCaprio, que seguiu com o discurso dando um ar ainda mais psicótico ao vilão do filme.

Outro ponto importante é que pela primeira vez um filme de Tarantino tem um momento que pode ser totalmente descrito como comédia. A cena do nascimento do Ku Klux Klan em que os fazendeiros não param de reclamar dos capuzes com os quais não conseguem enxergar garante muitos mais risos do que veio a se esperar do diretor.

Ligação com o resto do universo Tarantino:

Existe. Existe uma. Do tipo “piscou perdeu”, mas ela está lá. Na cena em que Django e Dr. Schultz se preparam para matar um chefe de quadrilha, podemos ver rapidamente no cartaz que seguram os nomes dos membros de tal quadrilha. Um deles é “Crazy Craig Koons”, que seria um dos ancestrais do Capitão Koons, personagem de Christopher Walken em Pulp Fiction.

Fora do universo Tarantino:

Broomhilda tem o sobrenome “von Shaft”. Segundo Tarantino, os personagens Django e Broomhilda foram idealizados como os ancestrais de Shaft, outro badass da era do Black Exploitation.

 

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Trunk shot! Sem trunk de novo.

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Tarantinos Inglórios (2009)

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Será que jogam baseball na Alemanha?

Bastardos Inglórios pode muito bem ser a Obra Prima de Quentin Tarantino, ou, ao menos, é o que o diretor pareceu pensar através da última fala do Tenente Aldo Raine (Brad Pitt).

A história se passa na França ocupada pelos nazistas e segue dois núcleos distintos:

O primeiro é feito da judia francesa Shosana Dreyfus (Mélanie Laurent) que vive sob disfarce de gentia em Paris, onde toca um cinema com o namorado projetista negro, Marcel (Jacky Ido).

O segundo é formado pelos próprios Bastardos, um grupo de soldados americanos judeus sob o comando do tenente meio apache Aldo Raine. Sua missão é bem simples: matar nazistas através de métodos violentos para desmoralizar o exército alemão.

Atuando nos dois núcleos existe o Coronel Hans Landa (Christoph Waltz), da SS. Landa é conhecido como o maior caçador de judeus do Terceiro Reich, mas também pode ser considerado o maior ator nesse filme.

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Quando a première de um filme de propaganda atrai toda a alta cúpula do Terceiro Reich para o pequeno cinema de Shosanna, a moça vê sua chance de vingar sua família assassinada pelos nazistas. Ao mesmo tempo, a inteligência aliada recebe a informação de que toda a elite de Hitler estaria presente naquele cinema, fazendo com que o lugar se torne alvo também dos Bastardos.

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Eu só quis colocar o meu gif favorito do Travolta aqui

Até o lançamento de Django Livre, Bastardos Inglórios era o Tarantino mais distante cronologicamente de todos os outros filmes do universo do diretor. O impacto que a última cena do teatro de Shoshana teve sobre a guerra teria moldado um mundo no qual os verdadeiros heróis da Segunda Guerra foram cinéfilos que derrotaram Hitler com o uso de cultura pop e violência, os dois elementos mais distintivos dos filmes de Quentin Tarantino.

Curiosidade: O filme italiano de 1978 “Quel Maledeto Treno Blindato” foi traduzido para o inglês como “Inglorious Bastards”. Apesar de não ser um remake, o “Inglorious Basterds” de Tarantino se inspirou no título do italiano.

Ligações: 

Aqui a porca torce o rabo. Não tem como dizer que o Hans Landa é um irmão perdido do Vince Vega. A ligação aqui é bem mais obscura, mas existe.

O “Urso Judeu” Donny Donowitz (Eli Roth) tem um filho em Amor À Queima-Roupa, o produtor cinematográfico Lee Donowitz. Amor À Queima-Roupa não entrou no nosso especial porque nele Tarantino era apenas um dos roteiristas, mas vale a pena dar uma conferida no filme.

A ligação é tênue, mas será explorada melhor no último post do nosso especial, que vai ao ar depois da estreia de Os 8 Odiados.

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Testa shot!

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À Prova de Tarantino

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À Prova de Morte é provavelmente o filme mais desconhecido nessa lista, tendo passado quase despercebido pelos cinemas do Brasil, mesmo que por confusões de distribuição ele tenha acabado estreando por aqui depois do sucesso de Bastardos Inglórios.

Este é essencialmente um filme de serial killer. Na trama, Stuntman Mike (Kurt Russell) é um dublê de filmes de ação que construiu um carro em que uma pessoa pode sobreviver a qualquer colisão, contanto que se esteja no banco do motorista. O passatempo favorito de Mike é ir a bares onde espreita grupos de mulheres que se tornam suas vítimas quando ele destrói seus carros em batidas com sua máquina “à prova de morte”.

O filme é dividido em duas partes. Na primeira, Stuntman Mike persegue e mata numa colisão frontal um grupo de amigas, além de sua própria passageira. Na segunda parte, Mike não dá tanta sorte assim. Suas vítimas, uma delas a dublê Zoë Bell interpretando a si mesma, conseguem se safar da tentativa de assassinato e se vingam do serial killer automobilístico.

O enredo é simples e fácil de ser seguido, até mesmo repetitivo em alguns pontos. É como se o filme tivesse meia hora além do que o necessário, o que realmente aconteceu.

Grindhouse

Tarantino tem uma parceria com outro diretor chegado à violência exacerbada: Robert Rodriguez. A mente insana que nos trouxe Machete e Pequenos Espiões, e resolveu colocá-los no mesmo ambiente. A essa altura (2007), os dois já haviam trabalhado juntos em filmes como Um Drinque no Inferno e Sin City, e resolveram partir para um projeto mais artístico do que comercialmente viável: Grindhouse.

O termo Grindhouse Theater diz respeito aos cinemas americanos que cobravam preços baixos para exibição de filmes de baixo custo de produção e muita apelação visual, seja de cunho sexual ou violenta, mais tarde até sendo associado a apresentações de performances burlescas.

A ideia de Tarantino e Rodriguez era fazer dois filmes curtos que seriam exibidos em forma como se fossem produzidos para esse tipo de exibição. Para aumentar a sensação de estar assistindo a filmes B, foram criados até os trailers de filmes que nunca existiriam, como uma versão de Fu Manchu dirigida por Rob Zombie e estrelada por Nicholas Cage, além de Machete e Mendigo Com Uma Escopeta – esses dois últimos acabaram sendo produzidos de verdade.

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Curiosidade: Machete é um spin-off de Pequenos Espiões

A ideia foi para frente até o momento da distribuição, e então Tarantino e Rodriguez tiveram que optar por formatos mais próximos dos padrões aos quais o cinema comercial está acostumado hoje em dia. Tarantino saiu com seu À Prova de Morte, enquanto Rodriguez ficou com Planeta Terror, um filme que junta um vírus zumbi criado pelo exército americano, Bruce Willis e uma Rose McGowan com uma metralhadora servindo de prótese para sua perna amputada.

Veredito

Se o enredo não tem nada de fora do comum, À Prova de Morte conquista pelos diálogos sempre afiados de Tarantino, pela trilha sonora mais uma vez temperada de boas escolhas e pelo retorno de Kurt Russel às telas. Onde esse cara estava escondido.

E claro, pela lap dance que Vanessa Ferlito faz para o serial killer no bar.

Ligações com o resto do universo Tarantino:

Assim como Kill Bill, Death Proof é um filme dentro de um universo de filmes. Um filme de baixo orçamento para ser assistido em drive-ins, como fica claro em diversas cenas em que o filme age como se fosse parte de um rolo com defeito. A menção à rede de lanchonetes Big Kahuna é o que nos garante que esse ainda é um filme dentro do universo Tarantino. Isso, e a fixação do diretor por pés femininos.

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Trunk shot!